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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Acordar

Conta-se que uma princesa vivia num palácio cercada de rosas, cães, pavões... tudo do bom e do melhor.
Mas, de alguma forma, ela não estava feliz.
Tudo o que tinha, não lhe dava o que queria, e ela não estava feliz.
Então, um dia, ela encontrou um guru.
O problema é que na Índia antiga, assim como na Índia moderna, as mulheres não deviam andar atrás de gurus.
Isso é coisa para os homens.
Mas mesmo assim ela foi.
À noite, fugia de casa, pulava a janela e se encontrava com seu guru, às escondidas.
Até que descobriram.
Um amigo da família contou para seu irmão, tê-la visto fugir à noite e insinuou que ela estava indo encontrar-se com um amante.
O irmão, um guerreiro bem treinado, pegou seu arco e flecha, e seguiu a princesa naquela noite.
Chegando na alcova, onde estavam o guru e sua irmã, levantou o arco e apontou a flecha na direção o guru, quando ouviu o sábio falar para a princesa: “O que vou dizer, irá te libertar”.
Naquele momento, o irmão ouvindo aquelas palavras, se iluminou.
Você pode parecer estar aqui pelo motivo errado, mas a qualquer momento, algo acontece e você desperta.
E aí, ao contrário do que dizem, é melhor a emenda do que o soneto.
O motivo não importa, o que o traz aqui não importa...
Pode que tenha gostado de uma foto ou o que quer que seja.
Mas de repente você entende o que está sendo proposto e acorda.
O meu único propósito é que você acorde, é que você se dê conta da Verdade a respeito de quem verdadeiramente é.

Satyaprem

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Silêncio...

Uma mente pobre não tem eventos.
Pobreza significa não ter, não conter.
Por isso, permaneça vazio.
Até pode parecer que algum esforço é necessário, mas nada é exigido para que você exerça sua própria natureza.
A mente é uma mala cheia de coisas.
Você pode ir diminuindo o tamanho da mala, deixando somente o necessário.
Experimente!

Satyaprem

Amor e silêncio

Observar sem condenação exige disciplina, e esta qualidade de disciplina é fluída, livre – logo, não é uma disciplina.
Note que a condenação brota da mente.
A mente sempre olha para isso ou aquilo com condenação.
O Silêncio não condena você, o Silêncio aniquila "você" – não fica você em lugar nenhum.
Você some, e no lugar do você fica o Silêncio, livre e observativo.
Enquanto a mente condena o tempo todo, porque ela vive disso; no Silêncio, desaparece aquele que condena.
Enquanto a mente projeta o tempo todo o passado e o futuro, o Silêncio grita: Agora é o suficiente!

Satyaprem

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Companheirismo.

Se você quer um relacionamento mais harmonioso com o parceiro, terá que aprender a ser mais meditativo. Só o amor não basta. O amor sozinho é cego; a meditação lhe dá visão. A meditação lhe dá entendimento.

E depois que o amor for tanto amor quanto meditação, vocês se tornam companheiros de viagem. O relacionamento deixa de ser comum. Torna-se um companheirismo na jornada de descoberta dos mistérios da vida.



_Osho_

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Nossos olhos.

Para onde você olha para ver que tudo está perfeito?
Participante – Para o aqui e agora.

Este é o único movimento necessário.
Só nesse lugar, tudo está perfeito.
Porque do lado de fora não há perfeição.
E, diga-se de passagem, não é por estar imperfeito que não há perfeição, é por causa dos seus olhos.
Pois tudo está perfeito, sempre.
Note!
Olhe as flores no jardim!
Veja a tamanha criatividade...
Nenhum de nós seria capaz de emular qualquer uma delas.
Aliás, dê-se conta de que você não passa de uma flor – um pouco mais complexa, eu diria, mas tão bela quanto.
Renda-se à magnitude do Todo!
Note isso e comece a viver num estado de prece e agradecimento, ao invés de viver tentando mudar e melhorar, baseado nas ideias fantasiosas vindas de outrem, a respeito da realidade.

Satyaprem

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Muitos caminhos

Osho..."Por ter estado com muitos mestres, jamais fui um discípulo. Eu era um peregrino a vaguear por muitas vidas, a entrecruzar-me com diferentes tradições, a conviver com diversos grupos, escolas, métodos, mas jamais pertenci a alguém. Receberam-me com amor, mas permaneci a parte. Fui um convidado que no máximo ficou para um pernoite. Por isso aprendi tanto. Você não poderá aprender muito seguindo uma única via. É outro o meu modo de ser. Tenho sido uma abelha indo de uma flor a outra, a recolher diferentes perfumes. Por isso, estou a vontade com o Zen, a vontade com Jesus, a vontade com Patanjali, ou com diversos caminhos, as vezes diametralmente opostos. No entanto, no meu modo de ver, existe uma harmonia oculta..."  Osho

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Transcender

Os sábios não ferem ninguém.

Eles são mestres do próprio corpo

E vão para o país sem fronteiras,

Vão além da dor.

À medida que você se torna uma testemunha, à medida que você se torna atento, você simplesmente descobre que você não é o corpo, não é a mente, não é nem mesmo o coração. Você é simplesmente um observador, diferente de tudo o que o cerca. O corpo é sua fronteira mais exterior, a mente, um pouco mais interior; o coração, mais interior ainda; mas, no âmago do seu ser, você é simplesmente uma consciência.
Sabendo disso, você se torna desapegado do seu próprio corpo, da sua mente, do seu coração; e esse desapego traz a maestria. Não que você se torne destrutivo em relação ao corpo - você toma todo cuidado com ele, ele é um belo instrumento, é um grande presente da existência. Mas agora você sabe que ele é somente a casa na qual você vive.
Exatamente como você toma conta da sua casa, você toma conta do seu corpo - ele é o templo.  - Osho-


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vê o que realmente é!

Se pode considerar o mundo inteiro um teatro, recuperará seu consciencia original.
Não seja tão sério.
Essa seriedade cria problemas, e somos tão sérios que inclusive  vendo uma representação teatral nos envovemos.
Veja em um cinema e observa aos espectadores.
Não olhe a tela, te esqueça do filme; não olhe a tela, olhe só aos espectadores da sala.
Alguém estará chorando e lhe cairão as lágrimas, alguém se estará rindo,alguém estará excitado sexualmente.
Olhe às pessoas.
O que estão fazendo?
O que lhes está passando?
E não há nada na tela, só imagens: imagens de luz e sombra.
A tela está vazia.
Mas como se estão emocionando?
Estão chorando, soluçando, renda-se.
A imagem não é só uma imagem, o filme não é só um filme.
Esqueceram que é só uma história; a tomaram a sério.
iSe tornou «viva»! É «real»!
E isto está acontecendo em todas partes, não só no cinema.
Olhe a vida que há a seu redor.
O que é?
Viveu muita gente nesta Terra.
Onde está sentado, há ao menos dez cadáveres enterrados,nesse mesmo lugar, e eles também eram sérios como você.
Agora já não existem.
Onde foram suas vidas?
Onde foram seus problemas?
Estavam lutando, lutando por um só centímetro de terra, e a terra segue aqui e eles não.
E não estou dizendo que seus problemas não fossem problemas.
Eram-no; igual a seus problemas são problemas.
Eram sérios: problemas de vida e morte.
Mas onde estão seus problemas?
E se toda a humanidade desaparece um dia, a terra seguirá aí, as árvores crescerão, os rios fluirão e sairá o Sol, e a Terra não notará nenhuma ausência ou se perguntará onde está a humanidade.
Olha-o tudo: olhe para trás, olhe para diante, olhe todas as dimensões nas que é, que é sua  vida.
Parece um comprido sonho, e tudo o que toma tão a sério neste momento se volta inútil ao momento seguinte.
Pode que nem sequer te lembre disso.
Recorda seu primeiro amor: que sério foi.
A vida dependia dele.
Já não te lembra absolutamente, está esquecido.
E algo da que hoje pensa que sua vida depende dela, será esquecida.
A vida é um fluxo, nada permanece.
É como um filme; tudo se transforma em todo o resto.
Mas no momento te parece que é muito sério, altera-te.
Esta técnica diz: Isto que chamamos universo aparece como malabarismo, um espetáculo de imagens.
Para ser feliz considere-o assim.
(Osho)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ser, e não só saber.

Na última técnica de ontem, explicou que neste mundo de maia, a consciência interna do buscador é seu único centro real.
Com este ponto de referência, explica, por favor, a importância e o papel do gurú neste mundo de maia.
 
Este mundo de maia não é um mundo de maia para ti; é muito real, e o papel do gurú é te mostrar que não é real.
É real para ti, assim é que como vais pensar que é irreal?
Só pode pensar sobre a irrealidade se tiver um vislumbre do real; só então pode comparar.
Este mundo não é maia, ilusório, para ti. ouviste, tem lido que este mundo é maia, e pode que o tenha memorizado como um louro, de modo que você também pode chamar ilusório a este mundo.
Todos os dias vem para mim alguém que chama ilusório a este mundo e logo diz: «Minha
mente está muito irritada.
Estou muito tenso, assim me diga como obter a paz». I este mundo é ilusório!
Se este mundo for ilusório, como vai estar tensa sua mente? Se tiver chegado ou seja que este mundo é ilusório, o mundo terá desaparecido, e com ele toda sua desdita (tristeza) .
Mas a mente ainda está aí. Não sabe que este mundo é ilusório.
Pela manhã, quando desapareceu o dormir, e com ele o sonho, está preocupado pelo sonho?
Se preocupa que no sonho se sentisse doente ou inclusive que estivesse morto?
Enquanto o sonho estava presente, estava preocupado, estava doente, pedia um médico, alguma medicina.
Mas pela manhã, no momento em que não estava dormido e o sonho tinha desaparecido, não estava preocupado.
Agora sabe que era um sonho, e que não está doente.
Se alguém vier para mim e diz: «Sei que era um sonho que estava doente, mas agora me diga uma coisa: onde posso conseguir a medicina para me curar dessa enfermidade?».
O que mostrará isso?
Mostrará que ainda está dormido; mostrará que ainda está sonhando.
O sonho ainda está presente.                (Osho)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Uma mente negativa e uma mente positiva.

Se uma mente negativa chegar a uma rosa, a um jardim, pode que haja ali muitas rosas, mas só enxergará os espinhos. Para a mente negativa o primeiro são os espinhos; isso é significativo.
As flores são só ilusórias; só os espinhos são reais.
Contará e, é obvio, por cada flor existirão mil espinhos.
E uma vez que contou mil espinhos, não pode acreditar em uma flor.
Dirá que uma flor é simplesmente ilusória.
Como vai existir uma flor tão bela com espinhos tão feios, tão violentas?
É impossível, é incrível.
E inclusive se existir, agora não significa nada. contaram-se mil espinhos, e a flor desaparece.
Uma mente positiva começa com a rosa, com a flor.
E uma vez que está em comunhão com a rosa, uma vez que conhece a beleza, a vida, o florescimento inefável, os espinhos desaparecem.
E a alguém que tenha conhecido a rosa em sua beleza, em sua possibilidade mais elevada, a alguém que a tenha observado profundamente, já nem sequer os espinhos lhe parecerão espinhos.
Os olhos cheios de rosa são diferentes agora.
Agora os espinhos lhe parecerão um amparo para esta flor.
Não serão inimizades; pareceram-lhe uma parte do fenômeno das flores.
Agora esta mente saberá que esta flor surge e que estes espinhos são necessários; protegem.
Graças a estes espinhos pôde surgir esta flor.
Esta mente positiva se sentirá agradecida inclusive aos espinhos.
E se este enfoque se faz mais profundo, chega um momento em que os espinhos se voltam flores.
Com o primeiro enfoque a flor desparece..., ou inclusive a flor se volta um espinho.
Só com uma mente positiva pode alcançar o estado de uma mente sem tensão.
Com uma mente negativa permanecerá tenso, com muitas tristeza a seu redor. (Osho)

INOCÊNCIA -

INOCÊNCIA -
AS FOTOS SÃO DE UMA GAROTINHA CHAMADA TIPPI, NASCIDA EM NAIROBI, ÁFRICA EM 1990. CRESCEU NA SELVA COM SEUS PAIS, QUE SÃO FOTÓGRAFOS FRANCESES DA VIDA SELVAGEM. ELES DOCUMENTARAM A VIDA DE SUA FILHA COM OS ANIMAIS.


UM VAJRA-MANDALA LAMAICO

UM VAJRA-MANDALA LAMAICO

Permanecer, transparente

Permanecer, transparente

Retiro em leela

Retiro em leela

Satyaprem

Satyaprem


A Deriva

A Deriva

enxergando

enxergando

Contemplação

Contemplação

Mente

Mente

Estátua Khajuraho

Estátua Khajuraho

Khajuraho

Khajuraho









Templo Khajuraho

Templo Khajuraho